A barbárie

  MARIA AZENHA Na mesa para não falar sozinha ela escreveu num guardanapo:   o coração na faca a boca numa colher vivo na Ucrânia…

Numa folha da Primavera

  MARIA AZENHA O que é a Paz? Onde está a sua sede? Onde está o seu mercado? Já tem escritório? Já entrou na bolsa?…

Poema da invisibilidade das aranhas

   MARIA AZENHA (para o Dia de Reflexão)   Sou uma poeta invisível. Trabalho um alfabeto invisível. Escrevo livros invisíveis. Pinto telas invisíveis. Cruzo ruas…

Página do século

  MARIA AZENHA O Poema ri e chora sobre o pássaro do Nada Numa lágrima de neve Como uma mulher grávida … Oh flor de…

Vestidos estampados

  MARIA AZENHA diz o poema «Vestidos estampados», de Maria Estela Guedes. No livro Esta noite dormimos em Tânger, Urutau, Pontevedra/São Paulo, 2020  …

A língua das Aves

  MARIA AZENHA “A língua dos pássaros é uma língua fonética liberta das leis gramaticais e ortográficas. Ela propõe-nos uma maneira de entender as palavras…

A arte da memória

MARIA AZENHA Sobre “ TUDO É DE TODOS” de Luís-Natal Marques Edições Zéfiro, 2010 Luís Filipe Natal Marques nasceu em Portimão a 21 de…

Vou fechar-me três meses em casa

MARIA AZENHA  Vou fechar-me três meses em casa agora que está tudo assente nada de socializações nada de doenças o país funciona bem e contente…

Corre nua na rua

MARIA AZENHA Corre nua na rua. – É uma mulher – Entrega a chuva de pérola em pérola a um diamante secreto oculto nas mãos.…