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II BIENAL DE POESIA
SILVES. 2005
1. HOMENAGEM A ANTÓNIO RAMOS ROSA
Lição de sapiência - Maria Estela Guedes

 

2. O QUE É A POESIA? (mesa redonda)
A POESIA SERVE-SE FRIA (antologia)

Depois disto, uma discussão que procurarei resumir, parecia inevitável. Se Campos a iniciou deve ter sido porque Reis se tinha mostrado em desacordo com a sua crítica. Iniciou-a, pois, afirmando que a poesia é aquela forma da prosa em que o ritmo é artificial e que, mediante as pausas entre verso e verso e outros recursos que lhe pareciam absurdos e antinaturais, cria uma sugestão rítmica e uma sugestão acentual, mas porque há-de haver um ritmo artificial? Reis responde que isso se deve a que a emoção intensa não cabe na palavra, pelo que tem de descer ao grito - e gritos lhe deviam parecer os poemas de Álvaro  - ou subir ao canto, e como dizer é falar, e se não pode gritar falando, tem de se cantar falando, e cantar falando, e cantar falando é meter a música na fala; e, como a música é estranha à fala, mete-se a música na fala dispondo as palavras de modo que contenham uma música que não esteja nelas, que seja, pois, artificial em relação a elas. Campos apanha luva de Reis mas não chega, pelo menos por escrito e nestes momentos, a uma conclusão clara. E Reis insiste em que Campos considera a poesia como uma prosa que contém música, daí o seu artifício. Mas ele, Reis, antes diria que a poesia é uma música que se faz com ideias, e por isso com palavras. Com emoções , responde-lhe o emotivo Campos, fareis só música. Com emoções que caminham para as ideias, que se agregam ideias para se definir, fareis o canto. Com ideias só, contendo tão somente o que de emoção há necessariamente em todas as ideias, fareis poesia. Por isso, quanto mais fria a poesia, mais verdadeira, pois a ideia perfeitamente concebida é rítmica em si própria.

in: A Vida Plural de Fernando Pessoa, de Àngel Crespo, em tradução de José Viale Moutinho, Bertrand Editora, Julho de 1990

 
TERESA TUDELA
MARIA AZENHA
MARIA ESTELA GUEDES
LUÍS SERRANO
RUI MENDES
TERESA MEIRELES
PAULO PENISGA
SANDRO WILLIAM JUNQUEIRA
3. IMAGENS E REFLEXOS
Teatro da Estrada
Acidade de Silves
O castelo de Silves
Relatório apócrifo da II Bienal de Poesia de Silves:
Gabriela Rocha Martins
Grupo Ode
 
4. AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU (mesa redonda)
MANUEL G. SIMÕES - POEMABRIL:
MEMÓRIA E DESENCANTO DA "REVOLUÇÃO DOS CRAVOS"

POEMAS
Poemabril
MARIA GOMES

RUI MENDES

IVO MIGUEL BARROSO
MARIA DO SAMEIRO BARROSO
GLÓRIA MARIA MARREIROS
GABRIELA ROCHA MARTINS
CARINA INFANTE DO CARMO
 
5. MENSAGEM DA PRESIDENTE
Poema de Al-Mu'tamid
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SILVES, CAPITAL DA PALAVRA ARDENTE

 



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