Quando Charles Darwin publicou a "Origem das Espécies", em 1859, ele estava ciente das disputas científicas, ideológicas e religiosas que a obra poderia causar. Mais de 150 anos após aquela publicação ainda podemos recorrer a Darwin para nos auxiliar a ler o mundo contemporâneo. Da teoria da cognição à pedagogia científica, da sociologia à biologia molecular, são inúmeros os temas sobre os quais a perigosa ideia de Darwin joga luz. Mais do que deter-se em sua biografia ou simplesmente no enunciado de sua teoria, o espetáculo Darwin aproveita a porta de entrada aberta pelo cientista inglês para pensar e fabular sobre a fragilidade da distinção entre natureza e cultura, os dogmas religiosos e científicos, a herança material e a herança genética, o passado e o futuro da nossa e de outras espécies, a atual ameaça civilizada ao meio-ambiente.
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CADERNO G 19.02.2012
Teatro
Darwin
Nessa peça inspirada na obra do naturalista inglês Charles Darwin, um elenco experiente é dirigido por Fabio Salvatti, sem personagens nem enredo. Andrew Knoll, Alan Raffo, Carolina Fauquemont, Chiris Gomes e Marisia Bruning prometem uma “peça-conferência”, que questiona com política, poesia e história as origens e destinos do homem. O trabalho estreia na próxima quinta-feira, dia 23 de fevereiro, e volta durante o Fringe do Festival de Teatro de Curitiba (que vai ocorrer entre os dias 27 de março e 8 de abril), na mostra Novos Repertórios.
Serviço:
Darwin. Teuni – Teatro Experimental Universitário (Travessa Alfredo Bufren, 140), (41) 3310-2736. De quinta-feira a domingo, às 20 horas. Entrada franca. Até 25 de março.
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