Da madrugada

PAULO BRITO E ABREU
Da madrugada

 

(convoco, para a Musa minha, o Ás de Paus )

In Memoriam de Nuno de Sampayo

Ideias névoas se foram formando
No meu ser sempre odiado e confuso,
Foi-me o negro Destino traçando
Negra vida, no meio do obtuso…

Qual aranha danosa e traiçoeira
Que os insectos apanha e desfaz,
Foi-me o mundo fazendo a ratoeira,
Teia profana que aos ímpios apraz.

Conduzir-me intentou o pecado
Ao atro fundo e escuro da Morte;
Era ele sem siginificado,
Era torpe, e dizia-se forte.

Do viridente vale em que vivi
Prò fojo negro e feio me atiraram,
Proveitar-se quiseram de ti,
De criança inocência que roubaram…….

Oh, meu Deus, não Te esqueças de mim!!!!!!!!!!!!

 

FIAT VOLUNTAS TUA
PAULO JORGE BRITO E ABREU

 

Θ