A grande Agatha Christie quando criou o detective belga Hercule Poirot ensinou-nos que todos os suspeitos, até mesmo os mais insuspeitos, podem ser culpados. Aplicando essa teoria àquilo que se passa no drama com a pequena menina inglesa desaparecida na Praia da Luz, Madeleine McCann, acho que aqui também toda a gente é suspeita. Desde os pais aos vizinhos. Todos (All of them). No canal do Estado até disseram que os pais de Madeleine seriam “swingers” – a troca de casais para sexo, para quem não sabe… Há dias foi constituído arguido um homem de origem inglesa e ainda consideraram “testemunhas” uma alemã, um português e um russo. Há cada vez mais gente suspeita nesta salgalhada. Agora, o meu amigo Frederico Duarte Carvalho, que é um jornalista bastante perspicaz, contou no seu blog - paramimtantofaz.blogspot.com - que visitou uma casa ao lado do aldeamento de onde desapareceu a menina. Ele foi inicialmente atraído pelo facto de, num local onde alguém normalmente colocaria uma piscina, os donos da casa, um casal alemão de nome Kunz, preferirem ter uma enorme pirâmide. O monumento fúnebre tem ainda a inscrição em latim “Amor Vincit Omnia” – O Amor Vence Tudo. O mais interessante é que a casa foi baptizada com o nome da deusa grega Niobe. Ora, esta é a deusa do luto, depois de Apolo e sua a irmã Artemis terem matado os sete filhos e sete filhas de Niobe. Já viram a bronca? Rituais satânicos no Algarve? Isso seria mal para o negócio do ministro Pinho e o seu “Allgarve”. Mas lá que parece que estão todos (All) metidos, lá isso parece.