Silêncio de bronze

MARIA ESTELA GUEDES       MANUEL FRIAS MARTINS Herberto Helder – Um silêncio de Bronze Lisboa, Vega, 2019

Por delicadeza

RUY VENTURA Por delicadeza e amizade, evito escrever ou dizer quaisquer palavras contra os ateus, os agnósticos, os maçons, os muçulmanos, os judeus, os evangélicos e protestantes, os católicos integristas, os “neocatólicos” (como lhes chama Hans Urs von Bathasar), os comunistas, os socialistas, os fascistas e os membros de outros grupos políticos e religiosos. Conhecendo …

Chioglossa

Com as saudações muito cordiais da  

O Presidente Teófilo Braga

A.M. GALOPIM DE CARVALHO Conversa com o Presidente Teófilo Braga, em torno do Positivismo de Augusto Comte   Foi no Alto de São Bento, em Évora, uma colina essencialmente granítica, que a Autarquia está a valorizar como um núcleo museológico, envolvendo áreas do conhecimento que vão da Geologia à Etnografia, passando pela Arqueologia, pela Botânica …

Tópicos antigos

JOSÉ PASCOAL O RISCO DE PARECER Corro perigo de parecer Triste E transtornado Como um caniço pensativo, É próprio da espécie, Pois sou humano, Assim me classificam Os atlas pré-históricos, Os manuais de medicina E o cartão de cidadão. ELOGIO DO ENFADO Há algum tempo que não falo do tédio, Mote genérico de bardo De …

Recibo

PEDRO DU BOIS Se do recibo consta o pagamento o recebimento e a assinatura abona o texto como me livrar do peso que me prende à dívida já recebida? Prisioneiro de poucas palavras ásperas ditas na forma direta com que negócios se consumam vida posta no recebido valor pela prestação de que passo recibo em …

Canção metafísica

PAULO BRITO E ABREU ao Max Heindel ao Percy Bysshe Shelley à Hermética Irmandade dos Amigos da Luz IN HOC SIGNO VINCES Eu vi o Deus perdido em um país inquieto, O Deus assassinado p’lo mortal Voltaire, E dentro da capela, já bem ressurrecto, O negro coração de Charles Baudelaire. Esse Deus é que fala …

Migrantes

JOANA RUAS Telegrama de Dakar «Fala-se aos decapitados Os decapitados respondem em uólofe.» Henri Michaux em Plume.   Henri Michaux (1899/1984), o homem sem referências  que vivia  algures no país distante do seu longínquo interior, regista neste seu poema de 1938 o trágico destino das minorias étnicas numa África envolta  numa  obscuridade  sangrenta. Há homens, …