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Revista TriploV de Artes, Religiões e Ciências

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Catedráticos a dialogar com apanhadores de espargos e túberas!

March 31st, 2010 by Luís Reis - Editor TriploG

Dia Internacional dos Monumentos e dos sítios
18 de Abril de 2010
“Património Rural/Paisagens Culturais”

“ARTE E PATRIMÓNIO”
Ruralidades, ciência e arte na paisagem agrícola em Monsaraz.

Locais: Monte do Barrocal e Lagar de azeite SEM FIM – Telheiro, Monsaraz

Organização
ICOMOS-Portugal, Direcção Regional da Cultura do Alentejo, Festival Escrita
na Paisagem, ADIM
Apoio
Monte do Barrocal, Município de Viana do Alentejo, Restaurante SEM-FIM,
Município de Reguengos de Monsaraz

9.30h - MONTE DO BARROCAL

Encontro na entrada do Monte do Barrocal.
Visita ao Monte a partir da reportagem do Diário de Notícias de 1927 que
entrevista o proprietário do Barrocal e mostra em detalhe como funcionava o
Monte do Barrocal no seu auge.
O Monte do Barrocal é um dos mais significativos exemplos da região das
unidades de exploração agrícola do Sul herdeiras da matriz romana que estão
na base da paisagem cultural alentejana.

10.30h – CICLO DA LÃ/FESTA DA LÃ.INSTALAÇÃO/PERFORMANCE NO PÀTIO DO MONTE DO
BARROCAL

Na Festa da lã pisa-se e feltra-se um têxtil ao som dos cantares femininos
do Alentejo. Uma festa colectiva em que todos são chamados a participar e
que conta com o Grupo Coral Feminino de Viana do Alentejo que acompanha com
cante esta recriação artística performativa de uma actividade ancestral e
matricial da região e que se filia também nos ciclos transumantes de
deslocação dos rebanhos para as terras planas do Sul.
Este movimento cíclico, secular, moldou também ele a nossa cultura, a
paisagem rural do Sul a nossa arte a nossa arte funcional dos tecidos, das
mantas, das lãs e todo um mundo de cultura a explorar para o futuro.

12.30h – ALMOÇO NO MONTE DO BARROCAL.

Todos vamos pôr em comum os alimentos e bebidas que trouxermos para o
piquenique como sempre se fez nas festas campestres agrícolas e rituais da
região. Vamos almoçar no telheiro do monte. Vinho de Reguengos, pão do
Baldio queijo fresco de cabra da Corredoura de Monsaraz e tudo o mais que
vier, espargos e túberas, cilarcas e paios, bolos folhados da Páscoa, bolos
fintos e licores de café e poejo

15.00h – 18.00h Sessão de conversas e estórias escolhidas no SEM-FIM sobre o
património rural, entre os que ainda constroem diariamente esse património e
os que o estudam e investigam, contribuindo para a sua valorização e
reconhecimento

Participam:
Cláudio Torres (arqueólogo), Aurora Carapinha (arquitecta paisagista), Maria
Fernandes (Arquitecta), Ana Paula Amendoeira (historiadora), Fino
(hortelão), Rafael Alfenim (arqueólogo), Luís Dias (artesão de materiais
tradicionais de construção, tijolo burro, baldozas) Maria da Conceição Lopes
(Arqueóloga), José Manuel Rodrigues (fotógrafo), Mestre Velhinho (Oleiro
ainda com o conhecimento da construção das grandes talhas de barro) Joaquim
Grave (ganadero, Herdade da Galeana, criador da cultura extensiva do touro
Bravo no Alentejo) José Alberto Ferreira (professor de Artes/festival
Escrita na Paisagem)Arlinda Ribeiro (restauradora de escultura e pintura
mural) Miguel Reymão (Arquitecto) Vitor Ribeiro (Arquitecto) João Pina
(apanhador de espargos, túberas e cilarcas e conhecedor do campo, dos
moinhos e dos sítios de pesca e caça, dos velhos caminhos e veredas) Luís
Passinhas (trabalhador nas propriedades de montado de sobro da região)
Vicente (Mestre Pedreiro da aldeia da Barrada), Alfredo Sendim Cunhal (o
pioneiro da Permacultura), Ana Luísa Janeira (uma Professora de Filosofa que
gosta do campo) e outros que apareçam e queiram participar.

Das 19h às 20h, percorrer a pé os percursos do imaginário, pequenos passeios
a pé criados pela ADIM baseados nas lendas e estórias locais, passear entre
menires e no romanzal, na rocha da noiva e/ou em Santa Catarina, apanhar
laranjas nos Reboredos. Tudo ali à volta só para fazer fome para o jantar

Durante a tarde:
Exposição na Galeria do SEM FIM de obras do escultor Gil Kaaliswart feitas a
partir de peças ligadas ao património rural.
Projecção de imagens do fotógrafo José Manuel Rodrigues (prémio Pessoa)
sobre o nosso mundo rural

Às 20h Jantar no SEM FIM com o Grupo coral de Monsaraz, homens vestidos de
fato domingueiro, bem dispostos que gostam de conversa e cante à volta de um
ou vários copos de vinho, pão e queijo.
Cantamos e divertimo-nos que é o mais importante para festejar o nosso mundo
rural e aquilo que ele nos pode dar para a qualidade do nosso futuro

O Jantar custa 20 euros por pessoa
O almoço não custa nada, todos vamos levar coisas para todos
A instalação arte no Barrocal custa à volta de 500 euros.
Andamos a ver se conseguimos ter o apoio de alguma instituição para isso

A participação nesta actividade é gratuita. É uma festa do património rural

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